O LLMS.txt hoje é mais uma aposta do que uma obrigação. O que importa mesmo continua sendo aquilo que sempre importou: conteúdo útil, experiência excelente e consistência.
Nos últimos meses, um termo novo começou a circular em redes sociais, fóruns e grupos de SEO: o arquivo LLMS.txt. Se você ouviu falar, pode ter pensado: “Pronto, mais uma coisa para colocar na lista infinita do que fazer no site…”. Mas será que isso realmente merece sua atenção agora?
Vou te dar uma visão direta, sem exageros, como eu daria a qualquer cliente que já investe em SEO há anos e quer saber se deve embarcar nessa.
Antes de tudo: o que é o LLMS.txt?
De forma simples, é um arquivo de texto em formato Markdown, que fica na raiz do seu site (assim como Robots.txt ou o Sitemap.xml).
A ideia é criar um “guia” para os modelos de linguagem, ou seja, para as IAs que hoje estão gerando respostas no ChatGPT, Google Gemini, Perplexity e afins.
Isso, teoricamente, faria com que a IA seguisse as suas instruções sobre quais páginas são mais relevantes no seu site e quais não devem ser usadas para treinamento de IA.
A teoria é bonita. Mas na prática…
Aqui vai a parte realista sobre esse barulho todo: nenhum grande modelo de IA confirmou oficialmente que lê ou respeita o arquivo LLMS.txt.
⚠️ Enquanto o arquivo Robots.txt é respeitado por rastreadores de motores de busca como o Google, não existe uma norma ou protocolo que obrigue as empresas de IA a seguirem as diretrizes de um LLMS.txt. A decisão de respeitar ou não o arquivo é voluntária. E pelo jeito, ainda não está valendo mesmo.
Para que o arquivo seja eficaz, os desenvolvedores de LLMs precisam criar e implementar sistemas que escaneiem e interpretem o arquivo LLMS.txt de cada site que eles acessam. Isso pode ser um desafio e nem todas as empresas podem considerar essa uma prioridade.
A verdade é que a internet está assim 🤌 de gente testando e relatando ganhos pequenos em visibilidade dentro de respostas de buscadores com IA. Mas também já vimos o contrário: links estranhos apontando direto para o Markdown em vez da página real, o que não é nada legal para a experiência do usuário.
Vale a pena implementar o LLMS.txt?
Olha… até vale, mas com calma.
O custo é baixo. Criar o arquivo é simples e rápido. Além disso, o risco também é pequeno. Desde que você aponte para páginas úteis e bem estruturadas, não há prejuízo algum.
Por outro lado, é importante lembrar que o LLMS.txt não substitui nada. O Sitemap.xml, o Robots.txt, o conteúdo de qualidade e uma boa experiência do usuário continuam sendo muito mais importantes. O arquivo deve ser visto apenas como um complemento experimental. Isso mesmo: “experimental”.
O segredo é não se deixar levar pelo hype (ou FOMO): continue fazendo o básico bem-feito. Se amanhã as IAs realmente começarem a usar esse arquivo, você já terá vantagem. Se não usarem, você aprendeu mais alguma coisa.
Em resumo: se você prefere esperar para ver resultados concretos antes de agir, não vai perder nada crítico por enquanto.

O debate continua…
Apesar das incertezas, a proposta de um LLMS.txt reflete a necessidade de um debate sobre a propriedade de dados e como a IA pode utilizar as informações da internet de maneira ética.
Além disso, pode ser uma forma de dar aos criadores de conteúdo uma ferramenta para expressar suas preferências, mesmo que não haja garantias de que essa ferramenta será respeitada.
No final das contas, a eficácia do arquivo LLMS.txt hoje é limitada e depende da boa vontade das empresas de IA. A sua principal função é iniciar um debate sobre a ética e a regulamentação do uso de dados na era da inteligência artificial.
Portanto, se sua preocupação é o quanto seu site pode ou deve aparecer nas respostas geradas por IA, não será um arquivo LLMS.txt que irá lhe salvar agora. Sim… gaste seu tempo com outras coisas.
Sendo assim, continue:
- Produzindo conteúdo de qualidade (não aquele raso, que só se preocupa com encaixe de palavras-chave, mas sim, pensado na resposta certa conforme a intenção de busca do usuário);
- Fazendo SEO técnico direito (Dados estruturados, clusterização, otimização de imagens, etc…);
- Dando atenção para a experiência do usuário (ótima velocidade de carregamento no mobile, nada de elementos que atrapalham a navegação, CTAs nos lugares certos pra converter quem já sabe que tem um problema que você resolve).
Veja também: Topic clusters: como os clusters de conteúdo melhoram o ranking orgânico do seu site
Concluindo, a dica é: continue seguindo profissionais de SEO de sua confiança. Acompanhe os hypes com critério e não invista recursos valiosos de tempo, dinheiro e pessoas à toa.
E aí, qual sua opinião sobre o assunto? Deixe um comentário!